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Pieralisi assina contrato de 4,5 milhões de euros com Grupo Acea, em Roma

13/02/2017

Líder mundial na comercialização de decanters centrífugos para separação líquido-sólido, o Grupo Pieralisi confirma mais uma vez sua eficiência no fornecimento de equipamentos de alta qualidade para o tratamento de lodos de esgotos. A empresa firmou uma parceria no valor de 4,5 milhões de euros com a organização italiana Acea, que gere e desenvolve redes e serviços nos setores de água, energia e meio ambiente.

O acordo foi concluído no final de novembro com a assinatura de um contrato no valor citado e o projeto abrange diversas unidades móveis completas para desidratação de lodos instaladas em skids compostos por decanters centrífugos e os acessórios necessários para desidratação, que estarão espalhados por dez locais em Roma e vão atender mais de 4 milhões de habitantes.

Segundo Estela Testa, CEO da Pieralisi, além de trazer benefícios aos habitantes das regiões contempladas, este modelo de parceria pode ser também implementado no Brasil. “Esse contrato contribui para a tranquilidade quanto a gestão do sistema destas cidades e também é um reconhecimento para a nossa marca”, diz.

No setor da água, o Grupo Acea é o principal operador nacional italiano, com uma área de captação de mais de 8 milhões de habitantes, gerando serviços integrados de abastecimento de água,tratamento de esgoto e de água  nas zonas territoriais de Roma, Frosinone e respectivas províncias.

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Controle da usina de Belo Monte é colocado à venda por R$ 10 bilhões

10/02/2017

A Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, está à venda. Segundo informações obtidas pelo jornal O Estado de S. Paulo, as empresas que compõem o bloco de controle da Norte Energia, concessionária que administra a usina, já contrataram o Bradesco BBI para buscar potenciais investidores no Brasil e no exterior. A operação também contará com um banco internacional para tocar as negociações de venda da terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas da chinesa Three Gorges e de Itaipu Binacional.

O que está à venda é a parte das empresas Neoenergia, Cemig, Light, Vale, Sinobras, J. Malucelli e dos fundos de pensão Petros (Petrobrás) e Funcef (Caixa). A participação dessas companhias na Norte Energia é de 50,02%. O valor patrimonial de Belo Monte é estimado em R$ 10 bilhões. O projeto, que só será concluído em 2019, ainda exigirá investimentos de, pelo menos, R$ 5 bilhões.

Quando concluída, a hidrelétrica, de 11.233 megawatts (MW) de energia, terá consumido mais de R$ 31 bilhões – o empreendimento começou orçado em R$ 18 bilhões. Segundo fontes próximas à empresa, para ficar com a usina, os compradores terão de assumir o financiamento concedido ao projeto de cerca de R$ 22 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A hidrelétrica ainda pleiteia mais R$ 2 bilhões do banco estatal para concluir as obras.

Por ora, a participação do Grupo Eletrobrás, de 49,98%, não está à venda. Mas, como a estatal tem o direito de “tag along” (mecanismo que permite ao minoritário vender suas ações pelo preço pago ao controlador), o grupo também poderia vender sua fatia na hidrelétrica, diz uma fonte do setor, caso o valor seja satisfatório.

Chinesas. Antes mesmo da contratação do banco que vai liderar a negociação, algumas chinesas – que são consideradas “candidatas” a qualquer processo de fusão e aquisição no País – já vinham sondando o empreendimento. State Grid e China Three Gorges – que estão há mais tempo no Brasil e abocanharam importantes ativos no setor de energia, como Cesp, CPFL e Duke Energy – já começaram a avaliar a usina. A State Grid, por exemplo, está construindo o linhão que vai distribuir a energia de Belo Monte.

Mas fontes ligadas ao negócio afirmam que, por ser um megaempreendimento, a venda deverá ocorrer para um consórcio. A expectativa é que as negociações sejam acirradas. O empreendimento está envolvido na Lava Jato, que investiga pagamento de propina por parte do consórcio construtor de Belo Monte, formado por Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, OAS e outras cinco empreiteiras menores.

“Há uma enorme preocupação por parte dos investidores que têm negociado ativos de empresas envolvidas na Lava Jato de que o escândalo acabe respingando nos futuros controladores. Se o valor da multa já está estipulado, coloca-se no preço. Caso contrário, a incerteza é grande”, diz um advogado, que prefere não se identificar. Outro entrave é o modelo financeiro adotado em Belo Monte. Analistas que acompanham o projeto afirmam que o retorno do investimento caiu pela metade nos últimos anos por causa das paralisações e multas aplicadas por atraso nas obras.

Procurados pela reportagem, a Norte Energia e Bradesco não comentaram o assunto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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UNICA e Associações Europeias defendem maior presença da Biomassa na Matriz Energética Mundial

04/02/2017

Aumentar a produção de biocombustíveis e eletricidade a partir da biomassa encontrada no bagaço de cana, lenha, carvão vegetal e dejetos de animais é uma das estratégias mais eficazes para o combate ao aquecimento global e para que os países signatários do Acordo do Clima alcancem suas metas de desenvolvimento sustentável. O enorme potencial de redução das emissões de CO2 com o uso de energias renováveis geradas de matérias-primas orgânicas foi tema da 5ª edição do “Central European Biomass Conference”, evento que reuniu mais de 1000 pessoas provenientes de 40 nações entre os dias 18 e 20 de janeiro, em Graz, Áustria.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) marcou presença no encontro por meio de uma parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), cujo objetivo é promover a imagem do etanol e demais produtos sucroenergéticos no exterior. No primeiro dia da Conferência, chamado “World Bioenergy Day”, a assessora sênior da presidência para Assuntos Internacionais da UNICA, Géraldine Kutas, participou do painel “Biomass as Export Fuel”, no qual apresentou os benefícios ambientais e socioeconômicos advindos da biomassa da cana no Brasil.

 “As bioenergias obtidas da biomassa representam 25,6% da matriz energética brasileira. A cana contribui com 17,6% deste total, enquanto que os 8% restantes vêm da lenha e carvão vegetal. Há décadas a produção e uso de etanol e bioeletricidade impulsiona o desenvolvimento socioeconômico e ambiental no País. Graças a estes dois derivados, o Brasil tem uma das frotas automotivas mais sustentáveis do mundo com reduções significativas nas emissões de CO2 no segmento de transporte e também no elétrico”, explica a executiva.

Em sua apresentação, Géraldine destacou o sucesso da utilização em larga escala do combustível sucroenergético em mais de 25 milhões de veículos de passeio no Brasil, onde o motorista tem a opção de abastecer o tanque com 100% de etanol hidratado ou gasolina contendo até 27% de biocombustível misturado. No caso da bioeletricidade produzida a partir da biomassa em geral, o último levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica registra que, de janeiro a dezembro de 2016, foram gerados para o Sistema Interligado quase 24 mil GWh, o suficiente para abastecer anualmente 12,3 milhões de residências, evitando a emissão de 10,2 milhões de toneladas de CO2. Para efeito comparativo, a marca equivale ao cultivo de 71 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos.

 Encerrando a sua participação na Conferência, a assessora internacional da UNICA ressaltou outras inovações tecnológicas criadas a partir da cana e da importância de iniciativas que garantam a expansão da produção de biocombustíveis no Brasil e no mundo. “A expertise do setor sucroenergético brasileiro ampliou a gama de produtos para muito além do etanol e da bioeletricidade. Hoje, a biomassa e resíduos da produção canavieira podem ser convertidos em bioplástico, bioquerosene para aviação, diesel renovável e biogás. E este potencial poderá ser ainda mais explorado no transcorrer de programas como a Plataforma do Biofuturo, no nível internacional, e o RenovaBio, no mercado doméstico”, conclui Géraldine.  

 Além da representante da UNICA, participaram do painel executivos de associações de biomassa do Canadá, Letônia, Singapura e da empresa americana Enviva, uma das maiores produtoras de pellets de madeira do mundo; Gordon Murray, Didzis Palejs, Saku Rantanen e Ben Moxham, respectivamente. Durante a Conferência, oito entidades ligadas à indústria de biomassa europeia assinaram a “Declaração de Graz”, um documento com uma série de diretrizes para o desenvolvimento do mercado de pellets e demais bioenergia na Europa até 2030.

Fonte: UNICA

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Produção de petróleo e gás natural registra recorde no Brasil em dezembro

02/02/2017

Em dezembro de 2016, o Brasil teve recorde tanto na produção de petróleo quanto na de gás natural. A produção de petróleo totalizou 2,730 milhões de barris por dia (bbl/d), superando os 2,671 milhões de bbl/d produzidos em setembro de 2016. Trata-se de aumento de 4,7%, se comparado com o mês anterior, e de 7,8%, se comparado com o mesmo mês em 2015.

Já a produção de gás natural foi de 111,8 milhões de metros cúbicos por dia, superando os 111,1 milhões de m³/d produzidos em novembro de 2016. O aumento foi de 0,6%, se comparado ao mês anterior, e de 11,3%, se comparado ao mesmo mês em 2015. A produção total de petróleo e gás natural no País foi de aproximadamente 3,433 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, produzindo, em média, 710,9 mil bbl/d de petróleo e 30,8 milhões de m³/d de gás natural. A produção de petróleo de Lula é a maior já registrada por um campo no Brasil, superando o recorde anterior do próprio campo em novembro de 2016, que foi de 663,2 mil bbl/d.

Pré-sal

A produção do pré-sal, oriunda de 68 poços, foi de aproximadamente 1,262 milhão de barris de petróleo por dia e 49,0 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, totalizando aproximadamente 1,570 milhão de barris de óleo equivalente por dia, um aumento de 8,4% em relação ao mês anterior. A produção do pré-sal correspondeu a 46% do total produzido no Brasil. Os poços do “pré-sal” são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do artigo 2º da Lei nº 12.351/2010.

Queima de gás

O aproveitamento de gás natural no mês alcançou 96,1%. A queima de gás em dezembro foi de 4,3 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de 13,5% se comparada ao mês anterior e de 28,3% em relação ao mesmo mês em 2015. O principal motivo do aumento na queima de gás nesse mês foi a realização de teste no campo de Búzios, através da Plataforma Dynamic Producer. O ano de 2016 teve recorde no aproveitamento do gás natural produzido no Brasil, com cerca de 96,1% de aproveitamento.

Campos produtores

Os campos marítimos produziram 94,9% do petróleo e 78,9% do gás natural. A produção ocorreu em 8.573 poços, sendo 755 marítimos e 7.818 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 94,3% do petróleo e gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.103. Marlim, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 63.

A FPSO Petrobras 58, produzindo nos campos de Jubarte, Baleia Azul, Baleia Anã e Baleia Franca, produziu, por meio de 13 poços a ela interligados, 189,6 mil boe/d e foi a UEP (Unidade Estacionária de Produção) com maior produção.

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 142,9 mil boe/d, sendo 117,8 mil bbl/d de petróleo e 4,0 milhões de m³/d de gás natural. Desse total, 138,4 mil barris de óleo equivalente por dia foram produzidos pela Petrobras e 4,5 mil boe/d por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 326 boe/d em Alagoas, 1.601 boe/d na Bahia, 62 boe/d no Espírito Santo, 2.252 boe/d no Rio Grande do Norte e 249 boe/d em Sergipe.

Outras informações

Em dezembro de 2016, 287 concessões, operadas por 25 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 79 são concessões marítimas e 208 terrestres. Do total das concessões produtoras, uma encontra-se em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD), e outras oito são relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais.

A partir desta edição, o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural passa a apresentar uma nova seção, que detalha a produção de petróleo e gás natural em campos terrestres, incluindo o histórico do último ano e os campos e poços com a maior produção.

Fonte:  http://www.anp.gov.br

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Eletrobras Distribuição Piauí desenvolve transformadores que utilizam o óleo do coco babaçu

01/02/2017

 Em cumprimento ao programa de pesquisa e desenvolvimento definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Eletrobras Piauí assinou, em 2016, um contrato no valor de R$ 1,048 milhões, objetivando a pesquisa para a fabricação de transformadores de distribuição, cujo líquido isolante é o óleo vegetal extraído da amêndoa do coco babaçu. O Projeto está sendo executado em parceria com Universidade Federal do Piauí (UFPI) onde está previsto a montagem de oito transformadores com diferentes potências pela empresa Romagnole do Paraná.

Segundo o gerente do Departamento de Eficiência Energética, Ribamar Lima o objetivo é a fabricação de transformadores que  utilizarão o óleo de babaçu como líquido isolante em substituição ao óleo mineral.  “Este é um produto renovável, não tóxico e tipicamente regional, que irá promover uma cadeia de geração de emprego e renda para o Estado”, afirmou Ribamar Lima. Em Teresina já existem dois protótipos em pleno funcionamento desde 2011, um nas proximidades da Universidade Federal e outro no Bairro Acarape. “Após vários estudos e ensaios técnicos o produto foi patenteado. A Eletrobras poderá  utilizar o óleo em larga escala nos transformadores de distribuição de energia elétrica”, concluiu Lima.

Fonte: Eletrobras Distribuição Piauí

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Megaleilão do pré-sal serás antecipado

31/01/2017

O governo prepara um megaleilão de áreas exploratórias do pré-sal em novembro. Será a quarta e a maior licitação no setor de petróleo neste ano, o que, na avaliação do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, pode elevar muito a arrecadação da União com bônus do setor, inicialmente prevista para R$ 4,5 bilhões. Ele ressalta que medidas adotadas pelo governo, como a mudança nas exigências de conteúdo local, visam aumentar a competitividade do País para atrair investidores internacionais para a disputa.

“Para atrair outras empresas, como a ExxonMobil e outras grandes, e eles estão de olho no pré-sal, a ideia seria colocar novas áreas e, em vez de esperar 2018, fazermos em 2017”, diz o ministro ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. O governo ainda não tem uma estimativa de arrecadação para essa licitação.

As áreas que serão ofertadas no leilão ainda não foram definidas, mas devem ser apresentadas em fevereiro pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), segundo o ministro. Em março, o governo pretende aprovar o leilão em reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). “Assim, podemos marcar a licitação para novembro.”

O ministro defende que a antecipação do leilão é a melhor forma de atrair grandes investidores. Em maio, a União fará um leilão de áreas exploratórias em terra (onshore); em junho, serão leiloadas áreas no entorno de quatro blocos já em operação no pré-sal (Carcará, Sapinhoá, Tartaruga Verde e Gato do Mato, todas na Bacia de Santos) e, em setembro, haverá a 14.ª rodada de blocos marítimos, mas no pós-sal (mais próximos da superfície, embora alguns também em águas profundas).

O governo não prevê, contudo, novos investidores na licitação de pré-sal marcada para junho, porque são áreas unitizáveis (fazem parte de blocos já explorados onde foi verificado que o reservatório de petróleo se estende para áreas fora do perímetro da concessão).

Limites. Nesses campos, o volume de reservas que ultrapassam os limites geográficos das concessões avança sobre locais que pertencem à União. E, por fazerem parte do polígono do pré-sal, já devem ser exploradas sob outro regime, o de partilha.

Parte desses campos já tem dono. Gato do Mato pertence à Shell, e Carcará à Statoil. No fim de 2016, a Petrobrás iniciou negociações para vender 50% de Tartaruga Verde à Karoon Gas Australia, mas a conclusão foi suspensa por uma liminar do sindicato dos petroleiros. O campo de Sapinhoá é da Petrobrás. “Como essas quatro áreas já têm operadores, e para poder explorar a mesma área é preciso ter um acordo com o operador daquela área, provavelmente elas serão arrematadas por quem já é operador ou por quem está negociando com eles.”

Embora a Petrobrás possa exercer o direito de preferência para exploração desses campos, retirando essas áreas do leilão, o ministro considera essa possibilidade remota. “A Statoil comprou a parte da Petrobrás no campo de Carcará e já é majoritária. Então, é muito pouco provável que outra empresa compre o entorno de Carcará.”

Dos R$ 4,5 bilhões a serem arrecadados com leilões de petróleo e gás, entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões devem vir dessas quatro áreas. Outras duas licitações, de áreas terrestres, em maio, e a 14.ª rodada do pós-sal, em setembro, devem contribuir com mais R$ 1 bilhão. Para o ministro das Minas e Energia, o foco do governo será a atração de investimentos de longo prazo. E chegou a fazer um paralelo com a polêmica envolvendo os royalties do petróleo. “Talvez seja melhor receber um pouco menos de royalty e ter muito mais investimento com o sucesso do leilão de novembro.”

Até hoje, o governo só realizou um leilão no pré-sal. Licitado em 2013, o campo de Libra foi arrematado, sem concorrência, por um consórcio formado pela Petrobrás, Shell, Total e as chinesas CNPC e CNOOC.

Fonte: Estadão/Anne Warth, Brasília

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O Governo federal anunciou a liberação de R$ 8,2 bilhões em financiamentos

19/01/2017

O Governo federal anunciou nesta quarta-feira (18) a liberação de R$ 8,2 bilhões em financiamentos para pequenas e microempresas para os próximos dois anos a partir de março. O dinheiro estará disponível em empréstimos do Banco do Brasil e do BNDES.

O programa, chamado de “Empreender Mais Simples: Menos Burocracia, Mais Crédito”, também prevê o investimento de R$ 200 milhões na melhoria de dez sistemas informatizados para auxiliar na desburocratização e gestão de empresas. Os primeiros módulos modernizados serão lançados em fevereiro, segundo o Sebrae, um dos responsáveis pelo programa.

As medidas são promovidas pelo Sebrae e Banco do Brasil, além do próprio governo federal. Elas visam reduzir a burocracia enfrentada por empreendedores e orientá-los na busca de verbas para expandir o negócio.

Dos R$ 8,2 bilhões disponibilizados, em torno de R$ 7 bilhões sairão do BNDES, numa modalidade em que as pequenas e microempresas poderão ter um prazo de pagamento de até 60 meses, carência de até 12 meses e encargos totais a partir de 1,63% ao mês.

O R$ 1,2 bilhão restante sairá de uma linha de empréstimo do Banco do Brasil, que conta com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Por meio dessa última modalidade de empréstimo, o interessado poderá realizar o financiamento com contratação simplificada, prazo de até 48 meses para o pagamento, isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e taxas de juros a partir de 1,56% ao mês. A carência será de até 12 meses para a quitação da primeira parcela do valor principal.

Em contrapartida, o empreendedor deve garantir os empregos gerados e a renda até um ano após depois da contratação do crédito. Se o negócio contar com mais de dez empregados, o dono terá de contratar um jovem aprendiz em até seis meses após o empréstimo.

Em fevereiro, nove cidades terão agentes especializados do Sebrae para prestar consultorias às empresas que buscarem os empréstimos: Campinas, Ribeirão Preto, Vitória, Manaus, Cuiabá, Sinop, Natal, Mossoró e Curitiba. Depois, a partir de março, a expectativa é que o convênio esteja operando plenamente, com 500 agentes em todo o país.

 Modernização de sistemas

Um dos sistemas a serem modernizados, informou o presidente do Sebrae, Afif Domingos, é o e-Social. Os empreendedores poderão usar a ferramentar para atualizar de uma só vez as obrigações trabalhistas e previdenciárias.

Com a mudança, 13 obrigações acessórias serão descartadas e o comerciante poderá incluir o recolhimento das contribuições ao INSS dos empregados e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na guia do Simples Nacional.

Confira todos os sistemas que serão modernizados, segundo o Sebrae:

– Implantação do sistema Redesimples
– Documentos fiscais eletrônicos das micro e pequenas empresas
– e-Social
– Processo de restituição automatizada do Simples Nacional
– Pedido eletrônico de isenção de IPI e IOF
– Pedido simplificado de restituição e compensação
– Repositório nacional de dados do Simples Nacional
– Aprimoramento do Portal do Empreendedor e Conta Corrente (fiscal) do MEI
– Sistema de pagamento do Simples Nacional por modalidades eletrônicas
– Sistema de parcelamento do Simples Nacional

Micro e pequenas empresas no Brasil

De acordo com dados do Sebrae, as pequenas e microempresas somam 11,5 milhões de negócios no país, o que representa 98,5% de todas as empresas brasileiras. Ao todo, elas são responsáveis por 27% do Produto Interno Bruto (PIB) e por 41% da massa salarial. Ao todo, metade dos pequenos negócios estão na região Sudeste.

Segundo o Sebrae, apesar do crescimento de pequenas e microempresas no país, 83% dos donos desses empreendimentos não procuraram crédito no ano passado. Já 19% dos que procuraram um banco para um empréstimo em algum momento tiveram o pedido negado. Estudo da entidade também indica que a inadimplência aumentou de 3,4% em 2012 para 8% em 2016.

Fonte: Bndes